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Novas regras para tirar a CNH entraram em vigor
Desde a última quinta-feira, 1º dia de
2009, entraram em vigor as novas regras para tirar a
primeira carteira de habilitação. A Resolução 285 do
Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prevê uma maior
carga horária para os cursos de formação de condu-tores. O
curso teórico, atualmente com 30 horas aula passará a ter 45
horas aula. Já o curso de direção veicular, hoje com carga
horária de 15 horas aula, será composto de 20 horas aula.
Nos últimos dias de 2008, no Detran de Santarém, a corrida
para tirar o documento ainda com as normas antigas foi
intensa. As filas, que se tornaram comuns na frente do
prédio do órgão, eram imensas. Apesar de todo o esforço,
muita gente terá que seguir as novas determinações para
conseguir o documento.
O curso teórico abordará, entre outras,
questões relativas à di-reção de veículos em situação de
risco, equipamentos de se-gurança do condutor motociclista,
condução de motocicletas com passageiro e ou cargas,
cuidados com a vítima de acidentes com motos e as
conseqüências do consumo de bebida alcoólicas. De acordo a
Resolução, passa a ser permitido que o curso de prá-tica de
direção para motocicleta seja realizado em via pública.
Nesse caso é necessário que a instrução
seja feita preliminar-mente em circuito fechado até o pleno
domínio do veículo. No caso da prática de pilotagem de
motocicleta em via pública, o monitoramento poderá ser
realizado pelo instrutor em outro veículo.
A lei ressalta que todos os candidatos
deverão realizar a prática de direção mesmo que em condições
climáticas adversas, como por exemplo, na chuva, nevoeiro ou
noite.
O gerente do órgão no município, Nilton
Santos, lembrou que a procura pela primeira CNH, mesmo com
as novas regras, não deve diminuir, já que o interesse das
pessoas é o mesmo. Ele afirma, no entanto, que nos últimos
meses de 2008, houve um fluxo maior de pessoas em busca do
documento pelo processo antigo.
Assembléia
mantém UPF como base para taxas de trânsito
A Assembléia Legislativa do Pará aprovou
no último dia 24, o projeto de Lei, de iniciativa do
Executivo, que cria a "Taxa de Expedição de Segunda Via de
Permissão Internacional para Dirigir". O projeto mantém
também a Unidade Padrão Fiscal do Estado do Pará, que serve
como base de cálculo para as taxas de trânsito. A taxa de
permissão internacional vai custar 34 UPFs. O curso
teórico-técnico de formação para habilitação de condutores
caiu de 40 para 30 UPFs.
O curso de prática de direção veicular
para habilitação de condu-tores, categoria A e B foi
reduzido de 70 para 60 UPFs. As categorias C, D e E saíram
de 90 para 80 UPFs.
Em 2009 cada Unidade Padrão Fiscal
custará R$ 1,96. A Taxa de Placa, que é a grande novidade do
Detran para 2009, reduziu de 12 para 10 UPFs.
A partir de 01 de fevereiro, todo o
veículo que for emplacado te-rá instalado um chip
eletrônico, que permitirá o rastreamento do veículo. "Com
esta mudança, será impossível clonar placas e com isso, com
certeza teremos redução no roubo de carros", dis-se Lívio de
Assis, presidente do Detran. O chefe da Casa Civil, Cláudio
Puty, acompanhou a votação do plenário da Assembléia
Legislativa.
Atendimento – O atendimento no
Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) foi
suspenso no dia 2. O órgão fica em recesso até o dia 9 de
janeiro de 2009. O motivo da paralisação, que ocorre todos
os anos, é a atualização de todos os sistemas do Detran
Pará. No dia 12 de janeiro, segunda-feira, o atendi-mento
volta ao normal, de 8 às 14 horas.
O Detran Pará emitiu cerca de 68 mil
novas habilitações. Este ano, segundo dados parciais, já
chega a 88.696. A parcial de dezembro de 2008 mostra que
17.561 novos processos foram abertos para emissão de 1ª CNH.
Em 2007, esse número foi de apenas 5.845. Ou seja, houve um
aumento de mais de 200%.
Instituto Butantan anuncia chegada definitiva à Amazônia
O Instituto Butantan, que tem sede em São
Paulo, deverá come-çar a estruturar já em 2009 a sua base
avançada na Amazônia. A instituição de conhecimento pretende
construí-la no município de Belterra, a 45 quilômetros de
Santarém, na região oeste do Pará, onde se dispõe a
desenvolver estudos sobre acidentes com animais peçonhentos
na região, toxinas de venenos e tam-bém sobre
biodiversidade, ecologia e comportamento animal. O Instituto
Butantan, reconhecido como um dos mais prestigiados centros
de estudos no campo da saúde pública e da pesquisa
biomédica, no Brasil e no mundo, vai ocupar em Belterra uma
área de 64 hectares, cedida pela União e localizada próximo
ao centro da cidade. A cessão do terreno foi feita à
parceria firmada entre o Instituto Butantan e a Organização
de Sociedade Civil de Interesse Público "Ama Brasil". O
custo da implantação da Base Amazônia está estimado em R$ 15
milhões. A execução do projeto depende ainda de recursos que
estão sendo captados pela OSCIP.
Esta semana, o Instituto Butantan
anunciou sua chegada defini-tiva na região amazônica, com a
instalação de um posto avan-çado em Belterra. As instalações
vão ter um custo de R$ 10 milhões.
A região de Santarém, segundo informações
do próprio Butan-tan, é a que registra maior incidência de
pessoas picadas por cobras, escorpiões e arraias. O
principal hospital da cidade aten-de cerca de 250 casos por
ano. "É a única região do país em que há os três principais
tipos de cobras venenosas brasileiras: jara-raca, cascavel,
coral-verdadeira e surucucu", explica o diretor do Butantan,
Otávio Mercadante. Também são comuns os acidentes envolvendo
a arraia-de-fogo, animal que descansa no lodo de águas rasas
e que muitas vezes acaba sendo pisado por banhistas.
O centro de Belterra terá um criadouro de
animais como serpen-tes e escorpiões, e funcionará também
como museu, contribuin-do para o turismo na região.
Além de antídotos para venenos, serão
pesquisados outros fármacos derivados das espécies
peçonhentas. "Poderemos de-senvolver novos analgésicos e
antiinflamatórios. É muito pro-missor", empolga-se
Mercadante.
'Filial' do
Butantan quer combater biopirataria na região
A "filial" do Butantan pode ser um passo
importante para que o país faça frente à biopirataria, que
encontra espaço porque a estrutura de pesquisa nacional não
explora suficientemente os recursos da floresta. "A primeira
coisa que precisamos fazer para defender a Amazônia é
conhecê-la", avalia o diretor do Butan-tan. O instituto
atualmente já atua em Santarém dando orienta-ção a
comunidades locais e participando, junto com univer-sidades
locais, da organização de um curso de pós-graduação na área
de recursos naturais amazônicos.
Por ser ligada ao governo estadual
paulista, explica Mercadante, foi preciso, por questões
burocráticas, recorrer à Ama Brasil, uma oscip (sigla para
organização da sociedade civil de interes-se público,
espécie de organização não-governamental certifica-da pelo
governo para fazer parcerias com o poder público) que está
cuidando da obtenção de verba. O dinheiro possivelmente virá
do BNDES ou de fundos internacionais de meio ambiente.
Otávio Azevedo Mercadante ressaltou que a
base de Belterra não será um simples centro de coleta de
animais peçonhentos. "Serão diversas linhas de trabalho",
ressalta ele, acrescentando que a primeira das tarefas será
a formação de recursos huma-nos, o que já vem sendo feito
através da pós-graduação. Na parte que interessa
especificamente ao Butantan, esse trabalho terá início já em
2009, na Universidade Federal do Pará.
Otávio adiantou ainda que o Butantan,
através de sua base em Belterra, quer incrementar a difusão
cultural e científica em inte-gração com as comunidades
ribeirinhas e agentes de saúde, além de professores e alunos
dos níveis médio e fundamental de ensino. Nesta primeira
etapa de funcionamento, pelo menos, o Butantan não tem
planos para a produção de soros, vacinas e biofármacos,
embora o seu diretor não descarte a possibilidade de que
ações nesse campo possam vir a ser desenvolvidas no futuro.
O projeto prevê ainda museu de selva,
laboratórios e um núcleo cultural. Em julho do ano passado,
quando obtiveram a cessão da área, os criadores da Ama
Brasil, José Eduardo e Luiz Felipe Moura, anunciaram a
elaboração de um projeto para construção, em Belterra, do
primeiro museu de selva no Brasil, de labora-tório de
pesquisa e de um núcleo de produção cultural para edição de
livros, filmes e documentários na Amazônia.
Serraria interditada por impedir fiscalização da SEMA
Na última terça-feira, a empresa Brasil
Pisos Madeira Ltda, localizada no km 4 da BR-163, em
Santarém, teve os seus créditos de produtos florestais
(madeira) bloqueados pela Secretaria de Estado de Meio
Ambiente (Sema). A empresa impediu uma ação de fiscalização
do órgão que iria apurar denúncias do Ministério Público
Estadual (MPE).
Na prática, a empresa, cujo nome de
fantasia "Curuatinga", está impedida de beneficiar madeira
serrada, devido o impedimento nos sistemas de controle
eletrônico da Sema, o Ceprof/Sisflora. A empresa, que tem
139 funcionários, deveria ser vistoriada por uma equipe da
Sema no dia 18 de dezembro, mas a mesma não permitiu a
entrada dos fiscais à área de operação.
"Chegamos lá por volta de 10h, daquela
quinta-feira, nos identificamos ao porteiro, que ligou para
um dos proprietários avisando. Mas, nos foi dito que não era
possível entrar porque não havia ninguém para atender na
empresa a nossa equipe", contou a fiscal da Sema, que
chefiou a operação. Diante da negativa, a equipe tomou a
iniciativa de inspecionar o entorno da serraria, e foi então
que constatou as irregularidades apon-tadas nas denúncias
dirigidas a Sema.
Os fiscais também identificaram que a
mata ciliar (vegetação que margeia um curso d'água) foi
cortada para a edificação de um muro, de limite da serraria.
"Também notamos que há um efluente (líquido ainda não
identificado), que escorre de uma tubulação por uma abertura
feita no referido muro e é lançado direto no igarapé",
completou a fiscal.
O gerente de Projetos e Processamento de
Produtos de Origem Florestal (Geprof), da Sema, Jaime
Cardoso, afirmou que em 2008 a mesma serraria teve cassada a
Licença de Operação (LO), mas que obteve uma liminar na
Justiça, em Santarém, pa-ra voltar a operar a partir de 23
de outubro de 2008.
No momento, a empresa tem licença para
trabalhar até 26 de maio de 2009, e só terá de volta os
créditos florestais (ma-deira) "suspensos temporariamente",
após a fiscalização da Sema. Em 2008, este foi o único caso,
no Pará, de bloqueio de uma serraria por barrar a
fiscalização da secretaria.
Ibama aplicou
mais de R$ 600 milhões em multas no Pará
A Superintendência do Ibama no Pará fez
na última quarta-feira, balanço de suas ações em 2008. Foram
30 operações realizadas em todo o estado durante o ano, que
resultaram em mais de R$ 600 milhões em multas, distribuídas
em 2.213 autos de infração lavrados. Apreensão de mais de
115,7 mil metros cúbicos de madeira serrada e em tora e
1.216,905 mdc de carvão vegetal. Além disso, cerca de 3,2
mil fornos de carvão ilegais foram destruídos durantes ações
de fiscalização.
Em 2008, mais de 77,4 mil hectares de
área foram embargadas por desmatamento ou por outras
práticas ilegais feitas nas áreas nativas em questão, e
podemos destacar o sucesso da operação Boi Pirata, realizada
entre junho e novembro, que objetivava cumprir mandados da
Justiça Federal para reinte-gração de posse de terra. Em
parceria com outros órgãos, a Supes/PA retirou 3.300 reses
de gado de uma fazenda na Terra do Meio, que descumpriu a
ordem de retirada dos bois de uma unidade de conservação.
Durante as operações do órgão, mais de
1,2 mil equipamentos, objetos, embarcações ou veículos foram
apreendidos por terem sido usados em práticas de crimes
ambientais. Alguns deles, inclusive, foram incorporados ao
patrimônio da União.
A Divisão de Fauna e Pesca do órgão
contabiliza mais de 400 animais (entre mamíferos, aves e
répteis) apreendidos, captura-dos ou doados por usuários que
entenderam a importância de devolver os animais silvestres
ao seu habitat natural, visto que não o podem ter em casa.
Outras apreensões também foram feitas no
estado, como exem-plo, as 118 toneladas de grãos produzidos
em áreas embar-gadas; 159 toneladas de peixes retirados
ilegalmente no perío-do de defeso ou com métodos de pesca
ilegal; mais de 65,1 mil metros de rede de pesca; 700 kg de
carne de jacaré e 909 ovos de tartaruga.
De acordo com o Superintendente do Ibama
no Pará, Aníbal Picanço, muitos acontecimentos marcaram o
ano de 2008 para o órgão no estado, como a formação de
Agentes Ambientais Voluntários (AAV´s) e de brigadistas
municipais do PrevFogo. "Foi um ganho para o Ibama e
principalmente para o estado, que poderá contar com esses
aliados da causa ambiental que já estão atuando nos
municípios mais distantes da capital", diz.
De olho na
cidade
Enquanto o pessoal da RCC se mobiliza
para a realização do Cristoval, não se ouve falar nada sobre
o carnaval. Vale lembrar para os carnavalescos que este ano
o carnaval será cedo, dia 24 de fevereiro, portanto, essa
turma já está atrasada. *** Até fecharmos nossa edição
na quinta-feira não havia nenhuma decisão da justiça federal
em relação ao caso da prefeita Maria do Carmo. Por isso, é
provável que hoje o município esteja sendo governado pelo
presidente eleito da Câmara Municipal de Santarém. ***
Quando fechamos nossa edição também na quinta-feira, havia a
informação de que o presidente da Câmara seria o vereador
José Maria Tapajós e como vice, o médico Nélio Aguiar.
*** Se isso realmente se confirmou, então Santarém hoje é
governada por José Maria Tapajós e o presidente da Câmara é
o vereador Nélio Aguiar. Eles deverão ficar nessa posição
até que o caso da prefeita Ma-ria do Carmo seja resolvido
ou, se for o caso, até a realização de uma nova eleição
daqui a 60 dias, conforme propõe o juiz eleitoral local. ***
Caso o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decida pela
anulação da eleição em Santarém e recomende um novo pleito,
o PT terá poucas opções para concorrer, já que as regras
continuarão as mesmas, ou seja, o candidato deverá ter
pedido licença do cargo público seis meses antes da eleição.
*** Como se sabe, a maioria dos nomes que poderiam ser
candidatos pelo PT, como o ex-secretário de governo, Inácio
Corrêa, não cumpre esse prazo, portanto, não pode ser
candidato. *** Uma saída para o PT, caso haja nova
eleição, seria lançar o deputado Carlos Martins, pois nesse
caso, quem exerce função legislativa não precisa pedir
licença com antecedência de seis meses. *** Outra opção
seria a ex-vereadora Odete Costa que não conseguiu sua
reeleição e também estaria livre para concorrer. Porém, o
mais provável, nessa hipótese, seria o PT apontar um nome
para vice numa chapa encabeçada pelo PMDB. *** No caso do
PMDB continuar junto com o PT numa composição, os nomes mais
fortes seriam do deputado Antonio Rocha, do ex-vereador e
ex-prefeito Ruy Corrêa, do advogado Helenilson Pontes ou
ainda do vereador Maurício Corrêa. *** Mesmo sabendo que
poderia não permanecer na prefeitura de Santarém, Maria do
Carmo autorizou o pagamento dos servidores públicos
municipais na terça-feira, dia 30 de dezembro. *** Sobre
esse assunto fica um recado para evitar os acidentes:
motoristas de carros não passem dos 60 quilômetros por hora;
motociclistas não passem dos 40 por hora. Se vocês fizerem
isso, os acidentes não ocorrerão. *** Feliz Ano Novo,
saúde, paz e sucesso a todos em 2009, mas sempre com Deus no
coração. (visite também nossa página na internet:
ruinerinews.blogspot.com) |