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EDITORIAL |
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Toda passagem de ano é a mesma coisa.
Melhoras de vida, tra-balho, esperança para não desmatarem a
Amazônia e que os políticos não sejam tão corruptos. Não foi
diferente em 2008, muito menos será em 2009. Por falar em
políticos, eles ainda continuam aprontando as suas. Em 2008
as CPIs, cartões coor-porativos e os grampos fa-laram mais
alto. Foram pautas da imprensa durante o ano inteiro. O
Brasil e o mundo está assis-tindo e sentido a crise
econômica devastadora que assola os EUA e a Europa. O
sistema financeiro mundial está de cabeça para baixo. O medo
para 2009 é que haja uma recessão global. O ano de 2009 é
véspera de eleição. Fica aí a questão de quem será o
candidato apoiado por Lula para assumir a Presidência. Quais
serão as providências tomadas diante da crise que assola o
mundo? São perguntas que buscam respostas a partir do ano
que se inicia. Para nós, santarenos, as incertezas nos
acompa-nham desde o dia 16 de dezembro, quando o Tribunal
Superior Eleitoral cassou o registro da prefeita Maria do
Carmo, reeleita pelo voto direto nas eleições de 5 de
outubro. A decisão do TSE culminou numa crise política sem
precedentes, já que abalou a estrutura administrativa e
política de Santarém. Desde o último dia 1º de janeiro a
cidade é governada por um prefeito interino, sem poder de
decisão. Até que a Justiça Eleitoral decida por uma nova
eleição, paira no ar as dúvidas de que o município viverá os
piores dias de sua história, sobretudo com alguns dos
principais setores afetados diretamente. A saúde, educação,
infraestrutura podem ser prejudicadas, já que a falta de
paga-mento dos fornecedores pode gerar a paralisação de
alguns ser-viços essenciais à população. Não é exagero dizer
que a cidade está entregue à própria sorte. O povo assiste a
tudo com certo temor e os políticos se articulam visando a
tão cobiçada cadeira vaga do prefeito. O ano é novo, mas os
nossos problemas são velhos e nos perseguem há muito tempo.
Neste momento de mudança, o povo vive em torno de
incertezas. 2009 promete muitas surpresas e muitas
decepções. A política, infelizmente, é a mola propulsora da
sociedade moderna. Portanto, a sociedade precisa saber
escolher certo seus representantes, do contrário, o ano novo
não será tão novo assim. |
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