Bolsonaro sobre novos livros didáticos: “Sai kit gay, entra leitura em família”

 Presidente se reuniu com ministro da Educação e comentou mudanças no Enem. | Reprodução

Opresidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, se reuniram nesta terça-feira (7) para debater sobre a educação brasileira em live transmitida no Facebook. Eles pontuaram várias ações que consideram melhorias no setor.

Bolsonaro falou da mudança em livros didáticos promovida pelo Ministério da Educação (MEC). “O pai quer que o filho seja homem e que a filha seja mulher, evidentemente. O que estava nos livros escolares é uma vergonha, livros péssimos que chegavam e deseducavam a galera. Sai o kit gay e entra a leitura em família”, ressaltou. O presidente se referiu ao programa Conta pra Mim, que incentiva pais a lerem para os filhos.

O ministro concordou com a proposta: “Alguns livros são contratos. A gente já deu uma boa limpada, mas ainda vão chegar alguns [no ano letivo de 2020] que a gente não gosta”, completou.

Bolsonaro e Weintraub destacaram que a situação da educação brasileira ainda é muito ruim e usaram o termo “vergonha” para comentar alguns índices como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). “Desde 2000, com Lula presidente, o Brasil fez a primeira prova. O país só vem caindo. Quem é patrono do Lula na educação? É o Paulo Freire. Não deu certo”, ironizou Bolsonaro.

ENEM

Já sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o presidente disse que vai haver mudanças e Weintraub apontou as principais “melhorias” no exame.

“[Na edição anterior], o Enem teve linguagem secreta dos gays. O do ano passado foi tão bom que não teve um jornaleco para comparar. Acabou a balburdia. Tem que estudar”, apostou.

O ministro destacou ainda que o Enem irá selecionar os “melhores engenheiros, enfermeiros para a sociedade”. “Quero que o Enem selecione as melhores pessoas para a gente e para a sociedade. Tem que saber matemática,  biologia, química e não linguagem gay”, frisou.

Weintraub ainda ressaltou a mudança de rumos nos temas da redação. “Só queremos saber se a pessoa sabe escrever bem e concatenar as ideias. Ela pode fazer uma redação de esquerda ou de direita”, finalizou.

 

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