Polícia desarticula esquema de locação e venda fraudulenta de veículos no sudeste do Pará

Sete pessoas foram presas em flagrante

Redação Integrada

09.09.19 10h19

Sete pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil por associação criminosa durante a Operação Sangria, deflagrada na última sexta-feira (6), nos municípios de Marabá, Curionópolis, Parauapebas, Tucumã, Tailândia e São Geral do Araguaia, no sudeste do Pará.

A ação policial para dar cumprimento a mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foi coordenada pelo Núcleo de Inteligência Policial (NIP), por meio do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Marabá.

Foram presos Carlos Lázaro Paiva Junior, Rub Leal Nunes Lima, Elenilson Oliveira Gabriel, André Cicero Fernandes Arcanjo, Luizmar Evaristo de Sá, Jhonathan Paiva Oliveira e Fabio Conceição da Silva. Eles foram capturados pela polícia após aproximadamente 5 meses de investigações. A equipe de policiais apurava casos de furtos a veículos subtraídos de locadores. Os crimes, de acordo com as investigações, eram praticados por uma associação criminosa que agia em diversas regiões do Brasil.

Os veículos eram transferidos de forma fraudulenta para terceiros ou para os próprios membros da associação criminosa. Os crimes contavam com a participação do vistoriador do Departamento de Trânsito do Estado do Pará ((Detran/PA), do município de Curionópolis; de um despachante de Marabá; de um assaltante de veículos de vasta ficha criminal, de ex-gerente e outros membros do grupo criminoso.

Os criminosos foram enquadrados nos crimes de corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema, falsidade ideológica, estelionato, associação criminosa, furto qualificado pela fraude e outros crimes em apuração. A associação criminosa aliciava pessoas para locar carros na locadora de veículos e entregar à quadrilha. Depois, transferiam a propriedade do veículo no sistema do Detran sem fazer a vistoria no veículo ou gerar processo. Em seguida, anunciavam a venda do carro em sites ou pessoalmente. Finalmente, transferiam novamente para o comprador final, que podia ser de boa ou de má-fé.

Ao todo, mais de 30 veículos foram alvos desse esquema criminoso, ocasionando um prejuízo milionário às locadoras e compradores de boa-fé. Para dificultar a descoberta do esquema criminoso e a investigação policial, o grupo criminoso realizava cada etapa do crime em um município diferente.

Como exemplo, um dos veículos que foi locado em Imperatriz, no Maranhão, e trazido para Parauapebas, no Pará. A transferência foi feita no Detran de Curionópolis por um despachante de Marabá e depois o carro foi vendido em Parauapebas.

No decorrer da Operação Sangria, foram apreendidos diversos objetos relacionados às práticas criminosas, como documentos fraudulentos dos veículos, notebooks, CPUs de computador, celulares, HDs externos, além de um revólver que foi encontrado com o líder do grupo e uma espingarda, apreendida com um homem que estava junto a um dos alvos da operação. Durante a ação policial, alguns indiciados tentaram fugir, mas foram capturados em uma estrada. Um deles estava com uma mochila cheia de roupas, itens pessoais, notebooks, HDs, documentos do Detran e até um passaporte, que indicava a intenção de fugir do país.

O despachante – um dos mentores do esquema – foi abordado ao chegar em São Geraldo do Araguaia em uma caminhonete adquirida em São Paulo, de propriedade de uma empresa locadora de veículos. A caminhonete seria mais um alvo dos furtos e posterior fraude e venda ilegal.

Ao avistar os policiais, ele jogou o seu celular no rio Araguaia, no momento em que chegava à balsa. Todos os presos estão recolhidos à disposição da Justiça.

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